Suspensões (P10) - HidroPneumática

As suspensões hidropneumáticas, em substituição das molas e amortecedores, utilizam uns conjuntos hidráulicos e pneumáticos em cada uma das rodas existentes no veículo.

 

 

 

Como os nomes fazem sugerir:

 

Hidro - utilização de matéria líquida

Pneumático - utilização de um gás 

 

Os conjuntos a que me refiro são umas esferas. Essas esferas estão divididas em duas partes por uma membrana deformável. Na câmara superior da esfera encontra-se um gás sob pressão (azoto). A parte inferior está ligada a um conjunto amortecedor que trabalha com um óleo específico para o efeito. No entanto, a parte hidráulica tem o mesmo princípio de funcionamento de um amortecedor hidráulico - já referenciado anteriormente.

 

Quando uma roda é solicitada pelo solo, a parte hidráulica comporta-se como um amortecedor normal, mas, ao fazê-lo, comprime todo o conjunto. Por consequência, a membrana que divide o óleo do azoto é obrigada a flectir empurrando o azoto contra a parede da esfera.

Então, como será fácil de perceber, dá-se a compressão do azoto dentro da esfera (porque todos os gases são compressíveis).

 

 

 

 

 

 

 

Moral da história:

- O azoto substitui a função da mola numa suspensão convencional - absorvendo a energia gerada pelo impacto da roda no solo.

- A parte hidráulica amortece o movimento, tal como o amortecedor numa suspensão convencional.

Toda a parte hidráulica da suspensão é abastecida por uma bomba de alta pressão e controlada electronicamente.

 

Para que a carroçaria não oscile permanentemente, devida à inércia gerada pelo movimento, o sistema hidráulico controlado electronicamente garante que a altura ao solo da carroçaria (à frente e atrás – à esquerda e à direita) seja sempre constante.

 

Na suspensão hidropneumática, a mola e o amortecedor são substituídos por um sistema do tipo hidropneumático, com a transmissão da solicitação da roda à esfera de modo hidráulico.

A esfera consiste numa câmara dividida por um diafragma, em que a parte superior é selada e contem azoto, e a inferior tem fluído hidráulico e um circuito que comunica com o pistão ligado à suspensão.

 

Ao encontrar um ressalto, o pistão empurra o óleo através do circuito, accionando o diafragma que existe na esfera.

Como na câmara superior existe gás, este opõe-se ao movimento do diafragma. No entanto, como o gás é compressível, vai absorver parte do choque. Ao cessar a solicitação, o gás empurra de novo o óleo para o pistão de modo a que a roda retome a posição inicial.

Para variar a altura da suspensão, existe uma bomba hidráulica que envia fluído pressurizado para a câmara inferior da esfera. Deste modo o pistão é empurrado para baixo, elevando a altura do veículo. Para o caso oposto, abre-se a válvula de modo a que o óleo saia do circuito, permitindo que o pistão suba, logo descendo o veículo.

 

 

Esta suspensão caracteriza-se por um elevado nível de conforto e pela possibilidade de alterar o nível de altura ao solo.