Inovações Tecnológicas (Parte I - Introdução)

Entre faíscas e explosões …

… Vão ter que se tomar algumas decisões!!!

 

Não percebeu? Bom, é natural, mas deixe-me revelar-lhe o que para muitos ainda é um perfeito segredo…

 

Estamos a falar de automóveis. Melhor ainda, estamos a falar de motores de automóvel. Estamos a falar da diferença entre os motores de propulsão eléctrica e os motores convencionais de combustão interna, também apelidados de motores de explosão.

 

Os motores de automóvel que conduzimos hoje em dia funcionam exactamente da mesma forma (princípio de funcionamento) desde que foram inventados no século passado.

Já sei que está a franzir o sobrolho em sinal de dúvida, mas, pode acreditar que é verdade.

 

A única diferença entre os automóveis de antigamente e os de hoje é que, actualmente, são mais sofisticados na sua construção e tecnologia empregue. Pelo facto, os veículos de hoje são extremamente apoiados na electrónica, quer para garantir uma perfeita regularização do seu funcionamento, quer para melhor executar as operações de manutenção. Com tudo isto também se conseguiu reduzir bastante a sua toxidade e consequências nocivas para a saúde pública e do planeta. Apesar de estar quase tudo por fazer, hoje em dia circulamos mais depressa, mais confortáveis, mais seguros e gastamos muito menos combustível do que acontecia no passado. Consequentemente, também poluímos muito menos, mas…mas…aqui é que o futuro não nos vai sorrir com tanta facilidade!!!

Se há coisa que nos devemos orgulhar dos políticos actuais em quase todo o mundo desenvolvido, é na sua crescente preocupação sobre o controlo e redução da poluição. Por via da pressão dos "verdes", hoje temos dirigentes que já não têm dúvidas sobre a importância desta matéria. Até aqui tudo bem, mas, o que podem fazer os políticos para reduzir a poluição ? Simplesmente legislar!!! Dizer à indústria que não é permitido fazer produtos com um nível de toxidade superior a X. Por sua vez, a indústria diz à comunidade científica que os futuros produtos têm de ser desenvolvidos sob essa exigência. E a comunidade científica, neste comboio de decisões, trata "a de inventar" uma solução para atingir o objectivo.

Até hoje, a comunidade científica tem conseguido atingir os cada vez mais exigentes objectivos de redução da poluição no automóvel. No entanto, existem dois grandes problemas:

1 - O automóvel, tal como é constituído hoje, não nos deixa grande margem de manobra para conseguirmos este milagre da redução tóxica. Por uma simples razão: tudo o que trabalha com base no consumo de combustíveis fósseis (onde o petróleo está incluído) não pode deixar de poluir, por muito pequena que seja essa poluição.

2 - O que a comunidade científica consegue garantir é que um produto (e um só) não polua mais do que X por cada hora de trabalho realizado. Daí o facto de uma das formas de medir a poluição seja medindo o número de gramas de poluentes por Quilowatt/hora.

Se uma máquina produzir 1 grama de produtos tóxicos durante um determinado período de funcionamento, 10 máquinas produzem 10 gramas, 1000 máquinas 1000 gramas e assim sucessivamente.

É como aquela laracha sobre o elefante: se um incomoda muita gente, dois incomodam muito mais…

Por aqui facilmente se pode depreender que uma indústria que venda 1000 máquinas vai poluir mais do que outra indústria que, não obstante seja mais poluente, venda apenas 100.

 

Então, o problema da poluição não depende só do que uma máquina polui, mas também do número de máquinas que estão em actividade.

Quer isto dizer que, qualquer produto poluente do qual a nossa sociedade dependa, vai ser, a prazo, um produto mortífero. Porque nem os políticos nem os cientistas têm possibilidade de resolver o problema da quantidade vendida.

Ora, o automóvel ou qualquer meio de transporte que garanta a sua função, é um produto do qual a nossa sociedade não pode prescindir porque, toda ela, está assente nesta dependência.

Por isso, a solução do problema de poluição gerado pelo automóvel não é "pôr as pessoas a pé" .