Inovações Tecnológicas (Parte II - Reinventar o Automóvel - Precisa-se)

Agora há outro aspecto que é preciso considerar: por estranho que pareça, a nível mundial, o automóvel ainda é um privilégio de minorias.

 

Por favor, não faça essa cara…

Já sei que me vai dizer: este tipo está louco, então eu farto-me de sofrer nas filas de trânsito e ele diz-me que ainda há poucos automóveis?

Pois é …

Então e os Chineses?

Então e os povos da América Latina?

Então e os povos da quase totalidade do Continente Africano?

Já viu? Afinal, todos estes somados, são muito mais do que nós (os outros) que andam todos os dias de automóvel!

E eles também têm direito a aspirar àquilo que nós possuímos.

 

Mais curioso ainda. A história dos "casamentos entre marcas" no mundo automóvel está relacionado com o facto dos clientes existentes não chegarem para absorver a produção que todas as marcas são capazes de fazer. Assim, como os custos de desenvolvimento e fabrico são cada vez mais violentos e os volumes de venda (que tem a ver com a capacidade de encontrar mais clientes) não conseguem subir, algumas marcas, antes de se deixarem arrastar para a falência, preferem associar-se a outras para que a divisão de custos os deixe "respirar" um pouco mais.

Se todo o mundo tivesse o consumo de automóveis que vemos na Europa, parte da Ásia e no norte do Continente Americano, havia espaço mais do que suficiente para todos ganharem dinheiro por mais alguns anos. Logo, mais de metade destes "casamentos" a que temos assistido, não teriam sido necessários.

Vamos admitir que os "outros", aqueles que ainda não consomem automóveis com o mesmo volume e frequência que nós, de repente, encontram estabilidade política e económica para o fazerem? 

Agora é que está tudo estragado!!!

Se aquela máquina do outro artigo, como mero exemplo, dissemos que poluía 1 grama por hora, for comprada por um em cada dez chineses …Bom, passamos a escafandristas!

E só dissemos um em cada 10 chineses e não os chineses todos e ainda não somámos os latino-americanos e os africanos.

Eu estou a notar a sua expressão de espanto … agora já se apercebeu do que tudo isto significa, não é verdade?

Perante este problema, restam-nos duas simples soluções:

1 - Ignoramos o problema. Afinal isto não vai acontecer já nos próximos 10 anos. Como diria o outro, "quem vier atrás que feche a porta".

Bom, isso é o que pensa porque ainda não testemunhou o "divertido" que é apanhar com chuvas ácidas - que é uma coisa que já acontece em alguns sítios mais problemáticos do globo. Para que se aperceba bem, devo dizer-lhe que, fenómenos como o "El Ninho" são derivados do problema global de poluição do planeta. Ninguém o livra de, num futuro que não sabemos adivinhar em concreto, no exacto local que costuma frequentar quando vai à praia, no lugar dos banhistas esteja lá um esquimó ou uma baleia a passear. Pode não acontecer consigo, mas pode acontecer já com os seus netos. O quê? Está surpreendido? Os seus netos o quê? Ahh, quando lhe falam dos seus netos, diz-me que não tenho nada que os envolver nisto? Mas olhe que não sou eu que os estou a envolver - somos todos nós os grandes culpados do que nos está e vai acontecer no futuro, disso não tenha dúvida!!!

2 - Substituímos o nosso principal meio de transporte por outro que não polua - mesmo que tenhamos de prescindir um pouquinho do gozo de condução (velocidade, acelerações, etc…) que os nossos automóveis nos proporcionam hoje.

Desculpe, não o ouvi? Disse-me que optaria, sem exitar, pela segunda solução? Olhe, confesso que estou surpreendido!!! E digo-lhe porquê: É que até hoje, sempre que alguém ouve falar da possibilidade de optar por veículos eléctricos, ou não conhece o tema ou pura e simplesmente desvia a conversa dizendo que "isso é uma seca, que os carros andam pouco, que é uma chatice para os recarregar, etc, etc, etc …".

Espere, espere aí. Ninguém lhe disse que você é o causador dos problemas do planeta. Ninguém está a querer responsabilizá-lo por nada. É verdade, sim senhor, que os construtores de automóveis ainda não desenvolveram um veículo que seja medianamente condicente com as necessidades do dia-a-dia.

 

Isso é tudo correcto. Mas o que eu gostaria de comunicar-lhe é que:

Os nossos construtores de automóveis estão muito próximo de conseguir esse notável feito.

Posso afiançar-lhe!!!

A única coisa que gostaria de lhe pedir é:

Sinta-se preparado para repensar os seus hábitos e atitudes de consumo, esteja aberto à passagem de informação que lhe forem transmitindo sobre as evoluções nesta área e avalie, estude, compare, faça as suas opções com base na sua inteligência e capacidade de raciocínio, evitando deixar-se influenciar por preconceitos afirmados por quem finge pretender saber muito sobre o assunto.

Olhe!!! Lembra-se de toda a gente dizer que a gasolina verde era uma chatice, que os carros perdiam performance, que podia estragar o seu automóvel, etc, etc …

Lembra-se? Até havia um anúncio que passava na televisão e que brincava com este raciocínio inconformista do tipo "Velho do Restelo". E o que aconteceu?

Rapidamente os construtores fizeram repor nos seus produtos o gozo de condução que ofereciam anteriormente e, num ápice, tudo se restabeleceu! O seu automóvel avariou por causa disso? Acha que anda mais devagar com o seu carro por causa da gasolina verde? Bem pelo contrário!!!

Os carros de hoje são cada vez mais velozes mas muito menos poluentes.

 

 

 

Se juntamente consigo, outros milhões de pessoas o fizerem, vamos contribuir para encorajar os construtores a investirem nesta área e oferecer preços idênticos àqueles que se praticam hoje.

Assim, os fabricantes podem continuar a sua actividade, voltar a investir e nós, aí sim, estaremos a defender os interesses dos nosso netos.

Não esqueça, este acontecimento está muito mais próximo do que julga. Qualquer dia, de repente, assim será.

Leia atentamente sobre as evoluções que estão a acontecer!!! Mantenha-se informado!