Inovações Tecnológicas (Parte VI - Células de Combustível 2)

Como já se disse, a célula de combustível necessita de hidrogénio e de oxigénio para funcionar.

O hidrogénio provém então do reformador de combustível e o oxigénio é fornecido por um compressor (provido da atmosfera).

 

Como é produzida a energia?

 

A célula de combustível tem basicamente três componentes: o ânodo, o cátodo e a membrana de troca de protões.

O segredo da célula de combustível é a Membrana de Troca de Protões (PEM), que tal como o nome indica, vai permitir a "troca" de protões entre os átomos de hidrogénio e os átomos de oxigénio.

 

Como funciona?

 

O hidrogénio é admitido na célula de um dos lados da membrana e o oxigénio do lado oposto. Devido à tendência natural dos dois elementos se unirem, o oxigénio vai atrair o hidrogénio, mas a membrana só deixa passar o protão. Sem o protão, o electrão vai procurar uma carga positiva onde se "sinta bem".

Essa carga positiva é o protão com o qual fazia conjunto e que está agora junto do oxigénio. Como o electrão não consegue atravessar a membrana, tem de dar a volta para chegar junto do oxigénio (e do protão que lhe está associado). Este circuito de electrões em movimento vai criar uma corrente eléctrica que será fornecida ao motor eléctrico do veículo e os diversos sistemas que dela necessitem.

 

Este processo repete-se dentro da célula com a recirculação do combustível e do oxigénio, até que no final teremos do lado do oxigénio a exaustão de vapor de água e, do lado do hidrogénio,  poderemos ter ainda algum combustível para recircular.

Como facilmente se conclui, a célula de combustível emite poluição zero, pois liberta apenas vapor de água e calor (aproveitado para o reformador). No entanto, como necessitamos do reformador, existirão emissões de dióxido de carbono.