Condução em Segurança (Parte III - Posição de Condução2)

Uma coisa é certa, conduzir bem e de forma segura, "Só e sempre com as duas mãos no volante!!!".

 

Posicionamento das mãos no volante

A mão direita só sai do volante apenas na altura em que se tem de seleccionar outra mudança na caixa de velocidades, voltando de imediato ao volante.

As mãos devem ser colocadas de forma diametralmente oposta. A mão esquerda na parte central esquerda do volante e a mão direita na parte central direita. Imagine os ponteiros de um relógio na posição de "um quarto para as três" ou, quanto muito, na posição de "dez para as duas" - é essa a posição que as mãos devem ter.

 

Posicionamento das mãos no volante - em curva

Ao descrevermos com o volante uma trajectória curva, as mãos devem continuar conforme estavam (diametralmente opostas). Vamos virando o volante para a esquerda ou direita, sempre de uma forma suave e contínua (nunca aos solavancos ou com brusquidão). Quando a curva acaba, voltamos a fazer o movimento contrário, sempre com as mãos na mesma posição.

Desafio-o(a) a experimentar. Há-de reparar que a maior parte das curvas que encontramos no dia-a-dia, podem ser feitas apenas com este gesto simples e seguro.

Com isto garantimos que, se nos surgir um obstáculo repentinamente, rapidamente conseguimos fazer uma manobra de correcção.

 

Posicionamento das mãos no volante - em curva apertada

Se a curva é muito pronunciada, vamos precisar de rodar muito o volante. Ora, se curvarmos com as mãos na posição do caso anterior, vamos chegar a uma altura em que "damos um nó com os braços" e não conseguimos ganhar amplitude de volante para a descrever a curva.

 

Exemplo de curva pronunciada para a direita (uma entre várias técnicas utilizadas):

Levantamos a mão direita até ao topo (parte de cima do volante) deixando que o volante corra livremente na mão esquerda (que mantém a posição do caso anterior), até termos, novamente, as mãos diametralmente opostas. Em seguida, curvamos com as mãos diametralmente opostas (como no caso anterior), "desenhando" a curva sempre de forma suave e segura. Quando a curva acaba, temos de garantir que as nossas mãos vão estar novamente na posição do caso anterior (diametralmente opostas) e o volante centrado (para que as rodas voltem a ficar viradas para a frente). Para isso, é necessário que seja a mão esquerda a ir "buscar" o quarto de volta que tínhamos dado a mais no início da manobra (com a mão direita). Nesta última fase, a mão direita tem de deixar o volante correr livremente pelo seu interior.

Se a curva for excessivamente pronunciada, a fase inicial da manobra é feita com a mão direita a ir buscar o volante junto da mão esquerda (em vez do topo do volante). Com isto ganha-se meia-volta de volante em vez de um quarto, no início da curva. A forma de desfazer a manobra é igual à descrita anteriormente.

 

No caso de curva para a esquerda a manobra é exactamente igual, começando o "puxar" do volante com a mão esquerda.

Se quiser começar a experimentar estes exercícios, aproveite para fazê-lo num parque de estacionamento em horas mortas. As experiências no trânsito são altamente desaconselhadas no início, caso contrário, pode colocar-se a si em risco ou aos outros transeuntes.