Condução em Segurança (Parte V - O Veículo)

O estilo de condução deve (tem de) alterar-se de acordo com o tipo de veículo que se conduz.

 

Veículos a gasolina - como a maior parte dos actuais veículos a gasolina não têm turbo-compressor (sendo mais lentos nas reacções) podemos conduzir com menor preocupação. Podemos "dar-nos ao luxo" de ser mais bruscos com o acelerador porque as reacções que obtemos raramente são violentas.

 

Veículos diesel - hoje em dia, a maior parte destes veículos usam turbo-compressor. Como consequência, qualquer aceleração brusca, pode pôr em causa as condições de segurança pela forma rápida como o veículo reage (por exemplo, ao acelerarmos durante uma curva). Por outro lado, sempre que o motor atinge uma rotação em que deixamos de sentir o efeito do turbo (sensação de aceleração), de imediato devemos seleccionar a mudança seguinte. Com este comportamento evitamos o excesso de rotação do motor (garantindo maior longevidade) e tiramos mais proveito das suas capacidades. Devemos ainda evitar reduções de caixa em rotações elevadas, pelo facto destes motores terem uma elevada taxa de compressão e sofrerem bastante nestas situações. Se queremos reduzir para uma mudança inferior (com intuito de baixar a velocidade do veículo), por vezes, devemos auxiliar o motor com uma travagem suave, de modo a baixar-lhe a rotação antes de a engrenarmos.

 

Motores Turbo (em geral) - qualquer motor turbo (gasolina ou diesel) deve ser conduzido com maior cuidado - devido ao facto das reacções serem mais bruscas, logo, mais inesperadas e perigosas. Sempre que se imobiliza um veículo com motor turbo, devemos esperar entre 30 a 60 segundos antes de o desligar. Esta manobra permite dar tempo ao turbo para se imobilizar - evitando a sua gripagem. Se desligarmos repentinamente um veículo com motor turbo, o motor pára mas o turbo continua a rodar por inércia. Se o motor estiver parado, não consegue enviar óleo para lubrificar o turbo que, neste caso, ainda se encontraria a rodar - o resultado paga-se caro na oficina.

 

Veículos sem ABS - durante uma travagem de emergência num veículo sem ABS, sempre que

existir escorregamento (derrapagem), devemos aliviar a pressão no pedal de travão até que as rodas ganhem novamente aderência. Logo de seguida, podemos voltar a exercer mais pressão no pedal de travão de modo a ganharmos mais capacidade de travagem... e assim sucessivamente até termos o veículo completamente imobilizado.

 

Veículos com ABS - Nos veículos equipados com ABS, a manobra de travagem de emergência é executada de forma completamente oposta à situação anterior. Deve-se abordar o pedal de travão de forma violenta (com toda a força que podermos) e manter o pé a pressionar o pedal até que o veículo esteja completamente imobilizado. Só assim podemos explorar as capacidades máximas do ABS, travando no espaço mais curto possível.