Diferencial

O que é?

A roda de coroa do diferencial recebe movimento da caixa de velocidades através do pinhão de ataque que lhe dá movimento. Se a trajetória do veículo for linear (a direito) os planetários recebem igual movimento que distribuem para as rodas esquerda e direita do eixo de tração, assumindo velocidades iguais durante a impulsão do veículo para a frente. Quando o veículo descreve uma trajetória curva, como a roda do lado de fora descreve um maior espaço, tem de andar mais depressa (maior velocidade) e a roda do lado interior da curva tem de acalmar o seu movimento (andar mais devagar) para que o eixo tenha equilíbrio e coordenação. Neste caso, os satélites absorvem o excesso de movimento que não pode ser absorvido pela roda interior da curva. Assim, por via deste artifício tecnológico, o diferencial permite que haja total independência nas velocidades assumidas por cada uma das rodas do eixo de tração do veículo. Por sua vez, esta particularidade provoca, por vezes, um fenómeno desagradável – se, porventura uma roda patinar sem conseguir ganhar aderência no solo (caso do estacionamento em cima da areia mole na praia), como o diferencial permite total liberdade entre as rodas esquerda e direita, não será transmitido movimento à roda contrária, ficando o veículo totalmente imobilizado. Para evitar este tipo de condicionalismo (nomeadamente na utilização de veículos todo o terreno), utilizam-se diferenciais autoblocantes (ver explicação seguinte).

Para que serve?

Quando um veículo descreve uma curva, a roda do eixo de tração colocada no lado exterior percorre um espaço maior que a sua congénere do lado interior. Se o eixo de tração fosse rígido, a roda exterior seria arrastada ou o eixo torcia durante as trajetórias curvas. Assim, o diferencial permite total liberdade das rodas esquerda e direita do eixo de tracção, podendo assumir velocidades diferentes mas estando perfeitamente coordenadas entre si.