Mercedes-Benz - História

Dados Principais

Fundador: Karl Benz e Gottlieb Daimler

Ano de Origem: 1926

Origem da Marca: Alemanha

Site: www.mercedes-benz.pt

      A história da Mercedes começa a desenhar-se ainda no século XIX (1880), quando Karl Benz e Gottlieb Daimler, de forma independente, deram os primeiros passos na invenção do motor de automóvel. Apoiados por parceiros, ambos apostaram nas suas próprias empresas e em 1883 Benz fundou a Benz e Co. em Mannheim e Daimler fundou, em 1890, a Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) em Cannstatt. Movidos pela ambição de distinguir os seus produtos e torná-los conhecidos, no virar do século já a Benz e Co. se havia tornado na primeira linha de montagem e a maior do mundo e os produtos DMG começaram a possuir designação da nova marca Mercedes, registada em 1902, cujo nome fora inspirado em Mercedes Jellinek, filha de Emil Jellinek, um comerciante austríaco apaixonado por carros e cliente fiel de Gottlieb Daimler.

    É em 1926, devido aos graves problemas financeiros originados pelo período de guerra, que as duas marcas finalmente se fundem passando a designar-se Mercedes–Benz. O início desta fusão começa em 1924 com a Daimler Benz AG e ao longo de 2 anos, com ajustes de parte a parte ao nível do desing, logótipo e estrutura empresarial, fazem nascer a marca Mercedes-Benz. Os primeiros modelos resultantes da união dos dois mais antigos e bem-sucedidos fabricantes de automóveis da época foram o Stuttgart 8/38PS, e o Mannheim 12/55PS.

     Como se verificou em todas as marcas que já existiam na altura, também a Damiler-Benz AG privilegiou a produção de veículos e utilitários para a guerra em detrimento da produção de veículos de lazer, produção esta que viria a retomar em 1946 com o modelo 170 e só na década de 50, com a recuperação da economia alemã volta a apostar na construção de modelos mais potentes. Destaque para o 300 SL  coupé (1954) que serviu de pretexto à marca para regressar ao mundo das corridas.

    A década de 70 fica registada na história da marca pela produção de uma nova gama de berlinas designada de “rabo-de-peixe”, que tinha como principal objetivo satisfazer o gosto dos consumidores americanos. Estes modelos fizeram sucesso até à década de 70, altura em que foram substituídos por modelos como o 280 S e SE, o 350SE e o 450 SE e SEL, projetados para serem os melhores do mundo no respetivo segmento. O sucesso alcançado leva o construtor a ingressar por outro caminho, o da construção de berlinas de luxo. Ainda que a marca tivesse como público-alvo os empresários provenientes das classes mais altas da sociedade, conseguiu por meio dos chassis W201 e do consequente modelo 190, pensados para empresários mais jovens que ainda não teriam capacidade financeira para adquirir uma luxuosa berlina Mercedes, reforçar a sua notoriedade. Em 1994, para simplificar as designações até então implementadas, a marca cria um sistema de Classes. Desta forma, o modelo Classe C substitui os 190E e surgem também as Classes E e S. No final da década de 90 a Mercedes lança o primeiro SUV criando a Classe M para a geração off-road então implementada.

    Durante as décadas seguintes a marca continuou a apostar de forma sólida na produção de berlinas de luxo, ainda que produza também motores, camiões, autocarros, e também uma grande variedade de veículos que vão desde os compactos até aos superdesportivos. A assumida postura da marca no que à manutenção dos traços gerais dos modelos diz respeito, tem-lhe valido um reconhecimento inigualável até aos dias de hoje.