Ford amplia objetivos contra mudanças climáticas e estabelece metas globais para alcançar a neutralidade de carbono até 2050

A Ford Motor Company propõe-se a alcançar a neutralidade de carbono a nível mundial até 2050, estabelecendo objetivos provisórios de neutralidade de carbono para abordar com maior urgência os desafios das mudanças climáticas, por exemplo na Europa. A empresa realizou este anúncio coincidindo com a publicação do seu 21º Relatório anual de Sustentabilidade.

 

 

A Ford é o único fabricante de automóveis americano de linha completa comprometido com a redução de emissões de CO2 em linha com o Acordo Climático de Paris e também o único que trabalha com o Estado da Califórnia para alcançar normas mais estritas sobre os gases de efeito de estufa dos veículos.

 

Na Europa, a Ford já está a utilizar energia elétrica 100 por cento verde em todas as suas instalações no Reino Unido, na fábrica de Craiova na Roménia e em todas as suas instalações na Colónia (Alemanha), incluindo as fábricas de montagem de veículos e motores. A Ford espera que a Europa seja, entre as primeiras regiões do mundo, neutra quanto ao carbono.

 

Em Novembro do ano passado, a Ford Europa também se uniu ao apelo para que as empresas, governos e organizações trabalhem juntos para desenvolver uma estratégia para uma Europa sustentável em 2030. Iniciada por CSR Europe, a rede de negócios europeia para a Sustentabilidade e Responsabilidade Coorporativa, a chamada à ação foi apoiada por 380 CEOs de 24 países europeus, incluído Stuart Rowley, presidente da Ford Europa.

 

A empresa anunciou anteriormente o seu plano na utilização de energia renovável de origem 100 por cento local nas suas unidades de produção em todo o mundo para 2035. Isso significa que a energia procede apenas de fontes repostas naturalmente, como a energia hidroelétrica, geotérmica, eólica ou solar.

 

A neutralidade de carbono pretende o alcance de zero emissões de carbono mediante o equilíbrio das emissões com a eliminação do carbono. Para alcançar este objetivo, a Ford irá centrar-se inicialmente em três áreas que representam aproximadamente 95 por cento das suas emissões de CO2: o uso de veículos, a base de fornecimento e as instalações da empresa.

 

A Ford assegurou que estabelece o objetivo de 2050 com plena consciência dos desafios que tem pela frente, incluindo a aceitação dos clientes, as regulações governamentais, as condições económicas e a disponibilidade de eletricidade e combustíveis renováveis, que sejam neutros em carbono.

 

"Podemos desenvolver e fabricar grandes veículos, assegurar e fazer crescer um negócio forte, protegendo o nosso planeta em simultâneo - estes são ideais que se complementam entre si", afirma Bob Holycross, vice-presidente, chefe de sustentabilidade, meio ambiente e segurança. "Ainda não temos todas as respostas, mas estamos decididos a trabalhar com todos os nossos sócios e partes interessadas globalmente e a nível local para lá chegar".

 

A Ford está também a trabalhar no desenvolvimento de objetivos aprovados e definidos pela iniciativa de Objetivos Baseados na Ciência para as suas emissões de Alcance 1, Alcance 2 e Alcance 3. O Alcance 1 cobre as emissões diretas das fontes de propriedade da empresa ou controladas, enquanto que as de Alcance 2 tratam as emissões indiretas geradas por eletricidade comprada, vapor, aquecimento e refrigeração consumidas pela Ford. As emissões de Alcance 3 referem-se às emissões a uso dos veículos que a Ford vende e as emissões da sua base de fornecimento, entre outras.

 

O compromisso para 2050 demonstra que a Ford continuará a aumentar o rendimento ecológico dos seus produtos e operações. Em 2019, a empresa expandiu a estratégia climática para encontrar formas mais efetivas de integrar os desejos e necessidades dos clientes e do seu negócio, juntamente com as possibilidades que oferece a tecnologia, aplicando um pensamento de design centrado no ser humano.

 

Uma equipa multifuncional da Ford de todo o mundo, que inclui EUA, Europa e China, desenvolveu o enfoque de neutralidade de carbono da empresa depois de analisar a informação sobre o meio ambiente, clientes, tecnologia, legislação, energia, abordagens competitivas, avaliações do ciclo de vida e outras tendências.

 

Responder ao desafio das mudanças climáticas é uma responsabilidade chave e uma prioridade estratégica para a Ford. Tal inclui a ajuda na limitação do aumento do aquecimento global de acordo com o Acordo de Paris.

 

Mindy Lubber, CEO e presidente da organização sem fins lucrativos Ceres, louvou o objetivo a longo prazo da Ford e desafiou outras empresas a seguir o seu exemplo. "Felicitamos a Ford pelo seu compromisso para ser neutra em carbono até 2050", declarou. "A Ford reconhece a urgência em tomar medidas perante as mudanças climáticas e encorajamos todas as empresas a atuar e a comprometer-se com objetivos baseados na ciência no seio das suas organizações globais".

 

A Ford está a investir mais de 11.500 milhões de dólares em veículos elétricos até ao final de 2022 e comprometeu-se em oferecer uma versão eletrificada de cada veículo de passageiros que lançar ao mercado na Europa, aumentando a sua gama de veículos eletrificados disponíveis na Europa até 18 antes do final de 2021, incluindo veículos mild-hybrid, híbridos, plug-in e elétricos de bateria.

 

Aspetos em destaque

Além do objetivo de neutralidade de carbono da empresa e sua envolvente, o relatório destaca a atividade de sustentabilidade da empresa em toda a empresa e em todo o mundo, entre outros:

 

• COVID-19: Manter as pessoas em segurança: A saúde e a segurança dos colaboradores é uma das maiores prioridades da Ford. A empresa atuou rapidamente durante a pandemia provocada pelo COVID-19 para paralisar as unidades de produção, recorrer à tecnologia para permitir a muitos dos seus colaboradores o trabalho à distância e a implementação de programas para o apoio à saúde física, mental e emocional da sua equipa. Em todo o mundo, a Ford também apoiou a produção de ventiladores e equipamentos de proteção individual.

• Eletrificação: A Ford acelerou significativamente o seu plano para os veículos elétricos em 2019, anunciando o Mustang Mach-E 100% elétrico que estará disponível na Europa no início de 2021 com autonomia estimada pela EPA de até 600 quilómetros segundo o protocolo WLTP. 1

• Economia Circular: A obtenção de valor a partir de desperdício, o upcycling, incluindo uma nova colaboração para transformar a palha do café, um subproduto de desperdício da produção de café, em peças de veículos que utilizem menos petróleo, reduzam o peso num 20 por cento e precisem de até 25 por cento menos de energia na sua produção. A empresa também reorganizou o fluxo de desperdícios para biomateriais em peças de veículos durante anos, incluindo uma espuma de soja alternativa aos bancos com petróleo na sua base – utilizada em mais de 25 milhões de veículos até hoje – que impede que centenas de milhões de quilos de dióxido de carbono entrem na atmosfera.

• Diversidade e inclusão: Em Fevereiro, a empresa assinou os Princípios de Empoderamento das Mulheres das Nações Unidas, ganhou um posto de liderança no Índice de Igualdade de Género de Bloomberg pelo segundo ano consecutivo e recebeu uma pontuação de 100 em 100 no Índice de Igualdade de Incapacidade® de 2019. O Relatório de Sustentabilidade da Ford também aborda o tema da injustiça social. Ainda que não existam soluções fáceis para os problemas sistémicos, a Ford compromete-se a ouvir, aprender e ser líder na cocriação de soluções que melhorem a empresa e a sociedade.

 

Para saber mais sobre a liderança, o progresso e os compromissos de sustentabilidade da Ford, visite sustainability.ford.com.

 

1 Baseado em carga completa quando configurado com a autonomia estendida de bateria opcional e tração traseira. A autonomia real varia em função de condições como elementos externos, comportamentos de condução, manutenção do veículo, idade da bateria de iões de lítio e estado geral. Os valores finais estimados pela EPA estão disponíveis no ano natural 2020.